sábado, 30 de outubro de 2010

A PRÓPRIA

Eis que a vejo inanimada,
Sentada em um banco sozinha
Entre várias pessoas, pessoas que passam.
Ela, pensativa, ensimesmada.
Esperando, sonhadora e aparentemente imperturbável.
Quem sabe talvez indagando,
Cobrando de si mesma, de Deus,
Dos outros, dos pais, do tal...
Enquanto eu indócil olhando-a,
Sempre que posso, cada dia feito hipnose,
Atraído por ela bem perto, tão longe.
Em dias, de saias estampadas coloridas;
Em outros, de calça branca, leve, comprida.
A mim, parece tão original, tão ela,
Mesmo acompanhada solitária.
Tão longe bem perto, indócil eu, sempre olhando-a,
Enquanto cada dia que posso,
Por ela atraído, feito hipnose.

                                      
                                       (Reginaldo Almeida)

2 comentários:

  1. eu gosto desse poema ,'
    eh mt belo.'
    gosto de sua palavras bem colocadas .'

    ResponderExcluir
  2. A sua sensibilidade equipara a sua beleza, ou seja, é enorme.

    ResponderExcluir