quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sem Despedida

Pergunto-me o porquê das lagrimas?
E mesmo sem saber respondo:
Acho que porque merecemos essas lágrimas, elas lavam nossos olhos e nos faz enxergar as melhores lembranças.
Pergunto-me o porquê da saudade?
E da mesma forma respondo sem saber:
Por que é isso que eu sinto quando amo!
E a saudade é o filme onde esta o registro das lembranças que as lagrimas nos ajudam a enxergar melhor!
Pergunto-me por um instante:
Por que Deus tirou-me sem que eu me despedisse?
Porém agora a pergunta não mais é essa e sim.
O que eu diria como despedida?
Não pelo Alzheimer, que a acompanhava há uns seis anos, ou mesmo, pelo estado letárgico em que ela se encontrava. Se para ela eu era novamente e jamais deixaria de ser o menino que chorava pra dormir com ela, que perdia o medo quando estava em seus braços...
Por que eu me despediria se na verdade queria a eterna proteção de seu colo, nos braços do amor que ela dedicava a mim.
Então agora me pego a sorri, pois percebi o motivo pelo qual não teve despedida.
Já que eu cresci e me dei conta que não é de agora que eu a carrego em meu peito a criança, a criança alegre e levada em que ela havia se tornado nesses últimos anos. E essa criança viverá pra sempre em meus pensamentos sendo a base, o alicerce que norteará a minha conduta de agora em diante e que assim seja.

(Wagner & Reginaldo Almeida)



Inspirado e dedicado a Rita Almeida da Silva, Eterna.
Fortaleza, 04 de agosto de 2011.