quinta-feira, 18 de agosto de 2011

GNOMOS


Na sua ausência, sinto a presença.
De outros personagens a povoar minha mente.
Figuras incomuns, habituais apenas até onde eu sei,
No dia-a-dia dos místicos, magos, e bruxas.
Na sua ausência, o que é real a mim,
Perde a fascínio e a credibilidade.
Prefiro dialogar com os anjos e s fadas
Que vem visitar-me nos meus sonhos.
Os duendes e gnomos,
Os quais eu nem acreditava existir
E diziam habitar nas florestas encantadas,
Creia-me:
São meus vizinhos!
Moram no meu jardim!
E trazem-me ervas de sonhos...
E contam-me lendas incríveis.

(Reginaldo Almeida)





A CIDADE É UMA PESSOA


Dizem que não sou uma pessoa boa.
Pois não me encaixo no perfil de tal figura.
Não sou do tipo que perdoa, não deixo nada por menos.
Não espero a poeira baixar, os ânimos acalmarem-se.
Não me importa que sejam parentes, amigos, vizinhos,
Brancos, negros, morenas...
Menos ainda importa-me o credo, a crença,
Que se professa ou defenda.
Sim. Dizem que minhas atitudes
Não são de uma boa pessoa.
Duvido de todos e tantas vezes de mim.
Não é uma questão de generosidade,
Há mim pouco quer dizer se dou ou não a esmola...
Sentimentos são só sentimentos, não que de tais, eu seja seco.
Pelo contrário sinto choro, emociono-me.
Porém não sei sorrir à-toa.
Não faço favores aos amigos,
Aquém não conheça talvez.
Quando me presto a algum, dele não espero retorno.
Mas se querem algo de mim?
Sejam honestos e diretos (não me enganem) não mintam.
Pois se um dia me ocorra perceber tal façanha,
Não serei condescendente.
E por tudo isso, dizem-me que:
Boa pessoa não sou!
Pois não tento, não quero e se um dia me esforçasse.
Certamente não conseguiria ser diferente.
Pois o que sou, ninguém faz idéia...
E o quanto sou, nem eu tão menos.

(Reginaldo Almeida)




ENCONTRO


Eu (Now)
Deparo-me diante de mim
E o que consigo identificar
Do indivíduo que há segundos atrás
Pensou em encarar-se para quem sabe
Fazer uma avaliação de quem sou,
Do que amo, pra que sou,
A quem amo.
Quantos podem se utilizar
Do mesmo rosto que se apresenta,
Diante de tantos diferentes espelhos...
Quantas respostas verdadeiras
Pode-se dar a uma mesma pergunta tão pessoal...

Tu (Carla)
Deparo-me diante de ti
E vejo você em tantas mulheres diferentes
Como posso te chamar de tantos,
Diferentes nomes e todos
Esses nomes chamarem a mesma pessoa,
Diante de diferentes feições...
Como se todas fossem parte de ti.
Como se tu se fragmentasse
Em tantas outras...

EU & TU
Então um dia você me disse
: Boa noite!
E como que num quebra cabeça.
Juntou-se numa só pessoa
Quem eu encontrava em varias outras
Enfim,
Eu era um só
Igual a Ti.


(Reginaldo Almeida)





PERFEITA


Não sei onde estou.

Em que mundo ou esquina realmente eu existo.

Não sinto nada além do cheiro do amor

Que emana das rosas vermelhas

Do meu primeiro buque.

Não há solidão

Não sinto frio nem calor

Não me afeta a ausência

Pois eu já retirei os espinhos

Que antes havia,

Nos talos das rosas vermelhas

Do meu primeiro buque.

Eu sei, não tem como negar,

Os meus pés estão no chão

Bem como todo o meu corpo.

Porém meus pensamentos?

Onde estão?

Quem sabe aos pés do trono?

Muito além de acreditar ou não!

Pois os mesmos, agora,

Possuem o pigmento da paixão

Da cor das rosas vermelhas

Do meu primeiro buque.

O vestido azul não me veste

Assim como a ausência dele não me despi,
Pois me encontro livre, leve...
Desobrigada de dar explicações

Sinto-me assim, em mim mesma definida!

Tal qual, o que simboliza,

As rosas vermelhas

Do meu primeiro buque

Mesmo em um vaso,
 Assim, depositado ao chão.