Os papéis jogados ao chão.
As flores, que enfeitam o jardim.
O telefone mudo, a porta fechada.
A viagem pra Índia que eu nunca fiz.
E por que eu iria pra Índia?
O grito do seu silêncio.
Os papeis que só falam de ti.
Na verdade, não existe jardim.
O telefone não importa,
Assim como a porta.
Na Índia, nos banharíamos no rio Ganges
Contigo, visitaria Caxemira.
Então, por que não iríamos pra a Índia?
(Reginaldo Almeida)
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