O teclado do computador traduz aos que lêem
As intenções, sonhos e desejos dos que o utilizaram.
Assim como a caneta, o lápis ou giz,
Um graveto apanhado no chão
E no mesmo chão usado, por mim
Para dizer: eu te amo.
Pela criança que desenha sua família
Na areia da praia, que logo a água, o vento,
Ou mesmo o tempo irá a pagar.
E tão somente a memória,
Uma foto ou algo que o valha enfim poderá guardar.
Esses e outros objetos têm o mágico poder de revelar
O que tantas vezes relutamos em externar.
O que penso, sinto, guardo, calo-me e não digo...
E disfarço em um grito gutural.
(Reginaldo Almeida)
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