A brisa, que bate em meu rosto,
Não traz o teu cheiro...
A lua que brilha sobre mim,
Não (mais), ilumina a tua chegada...
As estrelas, que enfeitam o céu,
Já não refletem em teus cabelos,
Em teus braços e pernas,
Em teus pés...
A música, que me acalma a alma,
Não (mais), lhe beija os ouvidos,
Afagando-lhe o espírito...
A água, que sacia a minha sede,
Não lhe banha o rosto,
Nem (tampouco), lhe refresca o corpo...
Que todos os prazeres que eu vivencie extinguam-se!
Que o isolamento liberte-me
Da maldição de vivê-los sem você!
(Reginaldo Almeida)
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